Informativo

Antes do ovo, vem a galinha

25/09/17

 duas novas granjas em Novo Horizonte do Sul (MS) - e, por via das dúvidas, uma delas será sem gaiolas. A capacidade de alocação de aves explica o porquê da diferença de preços: enquanto a granja com gaiolas receberá 1,25 milhão de aves, a sem gaiolas terá 360 mil. A mudança, ao contrário, ocorrerá pela demanda da indústria, que compra os ovos processados para a fabricação de seus produtos e é capaz de diluir elevações no preço de certos insumos em sua composição final de custos. "É por isso que a mudança nos processos de produção de ovos não será generalizada", diz Pinto. "A indústria representa de 15% a 20% do mercado de ovos. A maior parte vai para o consumidor". O Pão de Açúcar, por sua vez, acredita que o preço mais atrativo fará com que ovos "cage-free" superem as vendas dos orgânicos já em meados de 2018, mantido o ritmo atual de vendas. O raciocínio é de uma migração de nichos - não de aumento no consumo de ovos.

Por falta de regulamentação, a Mantiqueira e a Yabuta adotaram regras de bem-estar da Certified Humane, que abriu escritório em São Paulo no ano passado na esteira da pressão por mudança nas granjas. Certificadora de marcas conhecidas como Korin e a linha brasileira de frangos do chef inglês Jamie Oliver, a empresa registrou alta expressiva nas buscas sobre a certificação de aves sem gaiolas. Luiz Mazon, presidente da Certified Humane, diz que os acessos no site por informações sobre galinhas "cage-free" totalizaram 8,3 mil em agosto, ante 5,9 mil para demais certificações. Em julho, quando o site foi lançado, a proporção era de 8 mil para 4 mil. E os pedidos de visitas a propriedades começaram a despontar nos vizinhos Argentina, Chile e Colômbia.

"Se todas as indústrias mantiverem esse compromisso, isso significará 223 milhões de galinhas fora de gaiolas até 2025 só nos EUA - um custo de conversão de US$ 10 bilhões. É algo monumental para a indústria", disse Larry Sadler, vice-presidente para bem-estar animal da United Egg Producers (UEP), em um evento recente em Nashville. Nos EUA, só 9,3% das galinhas poedeiras são criadas fora de gaiolas, segundo dados do governo. Dizendo-se vanguardista, Pinto, do Mantiqueira, tenta não demonstrar preocupação: "Vou acabar agradecendo a esses ambientalistas", diz ele, referindo-se às ONGs de bem-estar animal.

Fonte: Site - AveWorld

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