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Falta de contêineres gera entrave para exportações de carne de frango – OARS

16/06/21

Os impactos já são sentidos pelas empresas, que estão escoando, em média, 40% do fluxo normal de exportações. Uma pesquisa elaborada pelo setor indica que a situação é crítica. Entre os pontos constatados, estão a falta de contêineres, atraso dos navios (quem paga por isso é o exportador) e produtos que vencem durante a espera pelo embarque. As entidades já se reuniram com Conselho de Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para apurar, apresentar as dificuldades citadas e expor a gravidade da situação.

Os órgãos governamentais e instituições que representam a avicultura também já estão cientes sobre os entraves na exportação. As exportações têm sido o ponto de equilíbrio para manutenção da atividade. O setor avícola gaúcho exporta em média 60 mil toneladas de carne de frango por mês.

O presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, afirma, em tom de preocupação, que os reflexos desses impasses na logística estão garantidos na cadeia, pois não havendo a regularização do fluxo de logística e disponibilidade de containers, a produção poderá ser impactada e impulsionar mais ainda a redução que já vem acontecendo em algumas indústrias.

“Os efeitos colaterais serão gravíssimos, pois o setor já está enfrentando dificuldades no mercado interno, como o preço exorbitante do milho e agora mais esse obstáculo que temos que solucionar”, ressalta.

O dirigente destaca que as pequenas e médias empresas estão sofrendo maior impacto com essa falta de equipamentos. Estão agendados novos encontros com empresas e indústrias do setor para pressionar pela resolução dessa adversidade.

Problemas apurados na pesquisa sobre a logística de exportação na avicultura gaúcha

– Armadores mudam de opinião, rota e serviço sem aviso prévio, gerando dificuldades e prejuízos;

Atraso de navio e quem paga os custos é o exportador; – Custos elevados em estocagem terceirizada;

Custos extras e taxas dentro do porto, visto que hoje, quando liberam containers, é preciso retirá-los mesmo que se tenha mais dias no porto;

Faturamento das empresas exportadoras sendo muito impactado, pois, há a mercadoria produzida e não se consegue dar sequência ao fluxo de caixa; – Mercadorias sendo direcionadas a outras regiões no mercado interno;

Custos elevados devido ao direcionamento dos embarques do Porto de Rio Grande para portos em Santa Catarina;

Produtos ficando várias quinzenas nos armazéns e ficando com shelf avançado (prejudicando a validade).

Capacidade de estocagem está crítica; – Estocagem em terceiros com aumento de custos;

Dificuldade de agendar de carregamentos, visto que são programados embarques, porém, com a falta de containers, os mesmos não acontecem, o que dificulta a organização de estoque de faturamento;

Altos valores de taxas gastos com portos, visto que estão cobrando uma série de custos nos portos quando o navio não atraca;

Fretes marítimos supervalorizados e com custos altíssimos que dificultam as negociações.

Empresas estão escoando, em média, 40% do fluxo normal de exportações;

– Redução de abate em 25% da produção.

As informações partem da assessoria de imprensa da OARS.

Fonte: Agência SAFRAS via Site Portal do Agronegócio

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